Dicas da Pró-Infância

Dislexia
13.08.2010

DISLEXIA

Trata-se de uma desordem do aprendizado que afeta a leitura, a ortografia e a linguagem escrita. Essas dificuldades podem ser acompanhadas de problemas com os números, uma memória de curto prazo pobre e falta de aptidão.

Embora, a dislexia afete principalmente o domínio dos símbolos gráficos, como letras, números e notas musicais, ela pode trazer, também dificuldades para a linguagem falada. É uma patologia de cunho neurológico (TOMASO; THOMAS; STANLEY, 2007), não resultando de audição ou visão pobres ou de baixa inteligência.

Segundo os autores, uma em cada 20 crianças é disléxica (três vezes mais meninos que meninas) e, se um dos pais for disléxico, a criança terá dezessete vezes mais probabilidade de sofrer da doença.

Enfim, as causas aparentes são os déficits de discriminação visual, coordenação visomotora, noção têmporo-espacial. As causa subjacentes revelam-se com interferência no desenvolvimento percepto-motor.

 

DETECÇÂO

Pode ser dectada por um ou mais aspectos relacionados a seguir na opinião de Tomaso:

·       Pequena capacidade de soletrar;

·       Coordenação pobre;

·       Dificuldade de lembrar listas de palavras, números ou letras, como o alfabeto e as tabuadas;

·       Dificuldades de lembrar a ordem das coisas do dia-a-dia, como os dias da semana;

·       Problemas em identificar esquerdo e direito;

·       Frases embaralhadas;

·       Dificuldade em aprender rimas infantis;

CARACTERÍSTICAS QUE PREVALECEM

·       Dificuldade de discriminação visual e confusão das letras ou palavras que parecem semelhantes;

·       A velocidade na percepção baixa;

·       Tendência à reversão de d por b;

·       Tendência na inversão u e n;

·       Não retenção de sequências visuais: nada-nda;

·       Desenhos tendem a ser inferiores, carentes de detalhes;

·       Problemas de análise e síntese (dificuldade com o alfabeto, quebra-cabeça e outros similares);

·       Testes de prontidão revelam resultados rebaixados sem habilidades auditivas, memória visual;

·       Preferência por atividades auditivas.

DIAGNÓSTICO

Depois de iniciada a alfabetização, se a criança continuar a longo prazo (pelo menos 2 anos) apresentando dificuldades para automatizar (tornar fluente) a leitura, e/ou ainda necessitar de muito esforço para decodificar e interpretar as palavras, apresentar trocas, omissões e substituições de letras, deverá ser encaminhada a um profissional com especialização em psicopedagogia, a fim de ele colher dados com os pais e com a escola a respeito da criança e realizar uma avaliação em várias áreas para observação do funcionamento dela como um todo, para verificar se realmente é Dislexia. O neuropediatra e também o fonoaudiólogo devem fazer parte da avaliação diagnóstica.

Não deixe de acompanhar a próxima matéria: tratamento e prognóstico da Dislexia.

Referências

Ianhez Eugênia Maria: Nem sempre é o que parece.Como enfrentar a dislexia e os fracassos escolares. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002.

Sana Cador Cristiane: Por que meu filho não aprende?. Blumenau, SC: Eko, 2005.

 

Adma Calux

Psicopedagoga